Arquivos de dezembro, 2011

Sim, sim. Não, não.

Postado por domingo, 25 dezembro, 2011

O meio termo nunca agradou ao Senhor. Ou serve ou não serve. Ou é quente ou frio. Só que o que temos visto são pessoas que creem descrendo, que amam odiando, que servem não servindo. Estão no nosso meio com a intenção de provocar divisão e nada mais.

Deus gosta de pessoas que são de palavra, que são firmes e decididas. Mas há quem vive a fazer política, a vã política na Obra de Deus. E sabemos, por experiência, que em política não há neutralidade, visto ser obrigatório estar filiado a um partido e defender os seus interesses. Porém, a partir do instante em que se começa a haver alianças com as oposições regras passam a ser quebradas e/ou desfeitas.

A Igreja de Cristo na terra não é uma nação ecumênica, e, por conseguinte, nós não somos ecumênicos também.

 

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Noemi de Farias Fuly

“Ainda que o meu pensamento não tenha valor de mercado ou não seja bem recebido no tribunal da opinião pública o que não posso é não pensar, não pensar é impensável.” (Adaptado de R. C. Sproul)

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A Bíblia vista pelo Poeta

Postado por quarta-feira, 21 dezembro, 2011

Certo dia pelo Espírito Santo, entrei no maravilhoso Templo do Cristianismo. Entrando pelo átrio de Gênesis, desci até às galerias do Velho Testamento, onde os quadros de Noé, Abraão, Moisés, José, Isaque, Jacó e Daniel pediam das paredes.

Passei depois ao salão da Música dos Salmos, no qual o Espírito Santo com rapidez percorria o teclado da Natureza, parecendo que todas as palhetas e tubos do grande órgão de Deus respondiam à melodiosa harpa de Davi, o suave cantor de Israel.

Fui até à Câmara de Eclesiastes e ali ouvi a voz do Pregador e à estufa de Saron, onde a Rosa e o Lírio dos Vales, com seu odor, perfumaram a minha vida.

Entrei no Tribunal de Provérbios e depois no observatório dos profetas, no qual telescópios de diferentes tamanhos que apontavam, à grande distância, para os acontecimentos, mas todos centrados sobre a Estrela da Manhã.

Entrei também no salão das audiências do Rei dos reis e alcancei uma visão da Sua Glória ao fixar os quatro pontos cardeais de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Passei depois aos Atos dos Apóstolos, onde vi o Espírito Santo fazer a Sua obra na formação da Igreja em seu tempo primitivo.

Em seguida, dirigi-me à sala da correspondência e vi lá, sentados, Paulo, Pedro, Tiago e João a escreverem as suas cartas.

Subi depois à Sala do Trono da Revelação – o Apocalipse – e, do cume inabalável da torre, obtive uma visão do Rei sentado no trono em toda  a Sua glória.

(Billy Sunday)

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Pr. Adelemir Garcia Esteves

Pastor, Jornalista, Professor de Teologia, Hebraico Bíblico e Conferencista.
“Temos a grande responsabilidade de refletirmos toda a glória de Deus.”
(II Co. 3:18)

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Ilustrações

Postado por quarta-feira, 21 dezembro, 2011

TOMÁS DE AQUINO E O BOI QUE VOAVA
(Humberto de Campos)

Conta-se que, achando-se Tomás de Aquino em seu quarto curvado sobre obscuros manuscritos medievais, ali entrou de repente, um colega seu, o qual foi exclamando com escândalo:
- Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando!
Tranqüilamente, o grande doutor ergueu-se do seu banco, deixou o seu aposento, e, vindo para o átrio, pôs-se a olhar o céu, a mão em pala sobre os olhos fatigados do estudo. Ao vê-lo assim, o colega jovial desatou a rir com estrépito.
- Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditar que um boi pudesse voar?
- Por que não, meu irmão? – retrucou Tomás de Aquino.
E com a mesma singeleza, flor da sabedoria, acrescentou:
- Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um religioso pudesse mentir.
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O QUE PREGAR?
Um pastor estava preenchendo provisoriamente uma vaga numa certa igreja. Quando ia entrando pelo templo, foi delicadamente puxado de lado por um dos obreiros e advertido que não pregasse contra o jogo de cartas, pois, algumas das famílias mais influentes, às vezes jogavam. Mais além, um outro obreiro puxou o seu paletó e aventurou-se a aconselha-lo que não falasse contra a dança, pois, algumas das pessoas que mais contribuíam promoviam, às vezes, danças nos seus lares. Mais além, alguém tocou o seu ombro e lhe sussurrou que não mencionasse o teatro porque alguns gostavam disso. Ele, finalmente, subiu ao púlpito, confuso. Então mencionou o que lhe haviam dito e que estava em dificuldade para pregar. Um certo membro, com a melhor das intenções gritou do fundo da congregação: “Pregues sobre os judeus; não há nenhum deles presente”. Deste modo, querido leitor, tem vários ministros pregando de maneira evasiva sobre assuntos distantes e todos os seus ouvintes indo para casa fazendo agradáveis referencias a pregação, embora ninguém podendo repetir o que foi dito, visto que nenhuma flecha de convicção atingiu uma alma sequer.

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Pr. Adelemir Garcia Esteves

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O Livro de Apocalipse

Postado por quarta-feira, 21 dezembro, 2011

A palavra Apocalipse é derivada do grego Apokalypsis, que significa revelar, expor a vista, metaforicamente, descobrir uma verdade que se achava oculta.
O Apocalipse foi dirigido às 7 Igrejas da Ásia Menor, província romana, na parte ocidental, ao sul do Mar Negro, que hoje constitui a parte chamada Anatólia, parte da Turquia asiática, que confina com o Mar Negro, o Bósforo, o Mar de Mármara, o Estreito dos Dardanelos, o Mar Mediterrâneo, a Síria, a Mesopotâmia e a Armênia. Essas Igrejas são: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.

O AUTOR

O autor deste livro foi João, o apóstolo, por ordem direta do Senhor Jesus (1;1,11). Justino Martir, filósofo, nascido em Samaria e falecido em Roma, 139-163, d.C., referindo acerca do Apocalipse disse: “um homem, entre nós, chamado João, um dos apóstolos de Cristo, na revelação a ele feita, tem profetizado que os crentes em nosso Jesus Cristo viverão muitos anos em Jerusalém e depois haverá uma ressurreição e o julgamento de todos, seguindo-se o Milênio dos Santos”.

A LINGUAGEM E OBJETIVO DO LIVRO

Livro de Apocalipse é de caráter profético em forma de visões, empregando um simbolismo enigmático. A literatura profética do Antigo Testamento encontrada nos livros de Ezequiel, Daniel, Zacarias, e em partes de Isaías é considerada também como literatura apocalíptica. O cumprimento total das profecias apocalípticas serão verificadas no “fim dos dias.” Acerca da linguagem enigmática deste livro, Gordon Fee e Douglas Stuart afirmam com precisão: “Quando vamos ao Livro do Apocalipse depois de ler o restante do Novo Testamento, sentimos que estamos entrando num país estrangeiro. Ao invés de narrativas e cartas que contêm declarações claras de fatos e de imperativos, chegamos a um livro de anjos, trombetas, terremotos, bestas, dragões, e abismos sem fundo.
Os problemas hermenêuticos são intrínsecos. O Livro no cânon; logo para nós é a Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. Quando, porém, chegamos ao Livro para escutar a Palavra, a maioria de nós na igreja dificilmente sabe o que fazer dele.”
O Apocalipse é o último livro do Novo Testamento, comumente conhecido como o Livro da Revelação; o livro que encerra o Cânon das Sagradas Escrituras. O Rev. Ismael da Silva Junior registra:
“Se o Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, é considerado como a pedra fundamental do edifício do Livro de Deus, o Apocalipse, sem dúvida alguma, deve ser considerado como o seu remate ou a sua conclusão. Sem ele a Bíblia não estaria completa e dificilmente poderia ser compreendida”. Myer Pearlman acrescenta:
“O livro de Apocalipse é o apogeu da revelação da verdade divina ao homem, o remate do edifício das Escrituras, da qual, o Gênesis é a pedra fundamental. A Bíblia não estaria completa sem estes livros. Se a omissão de Gênesis nos teria deixado na ignorância, quanto ao princípio de muitas coisas, a falta do Apocalipse nos teria privado de muitos ensinos acerca da consumação de todas as coisas. Entre ‘Gênesis’ e ‘Apocalipse’, pode-se ver uma correspondência notável, a qual é a seguinte:

GÊNESIS
O Paraíso perdido
A primeira cidade, um fracasso
O princípio da maldição
Matrimônio do primeiro Adão
As primeiras lágrimas
A entrada de Satanás
A criação antiga
A comunhão rompida
APOCALIPSE
O Paraíso recuperado.
A cidade dos redimidos, um sucesso.
Não haverá mais maldição.
Matrimônio do segundo Adão.
Enxugadas todas as lágrimas.
O julgamento de Satanás.
A nova criação.
A comunhão restaurada.”

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Pr. Adelemir Garcia Esteves

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Predo ou Pedro?

Postado por quarta-feira, 21 dezembro, 2011

Uma certa debatedora, numa renomada FM do Rio de Janeiro, afirmou que Pedro por ser ignorante não teria condições de pregar em Atenas aonde Paulo pregou. Se pregasse seria um sermão “estúpido”, e, além disso, devido ao seu temperamento mandaria quebrar os altares erigidos aos diversos deuses. Porventura Pedro procederia dessa forma como o que foi exposto pela “pastora” debatedora?

Conforme os textos bíblicos, Pedro era um rude pescador (Mt 5.19-20), destituído de uma boa formação intelectual (At 4.13). Sendo Galileu, provavelmente sabia desde a infância, algum grego “Koiné”. Paulo, porém, foi formado aos pés de Gamaliel, um renomado rabino do sistema educacional judaico. Comparativamente o desnível intelectual entre os dois apóstolos era bem acentuado. Bem, ao lermos a principio todas essas informações sem termos um conhecimento mais aprofundado aos textos originais, poderíamos concordar com àqueles que defendem a continuidade da falta de preparo intelectual do apóstolo Pedro. Mas a história posterior é um pouco diferente. O conhecedor das cartas de Pedro escritas em grego mudaria esse conceito acerca do apóstolo. A primeira epístola se assemelha mais ao grego “Clássico” do que o grego “Koiné”, o que evidencia que o autor sagrado recebera posteriormente uma excelente educação liberal. Emprega o artigo definido grego, com mais elegância do que qualquer outro dos escritores do N. T. O autor emprega um vocabulário lato, considerando-se as dimensões da epístola, empregando sessenta e dois vocábulos que não se acham em qualquer porção do N. T. Contém menor número de hebraísmos do que os escritos de Paulo e exibe o uso clássico do termo grego “os” (advérbio), tal como faz o autor sagrado aos Hebreus, o que não é comum nas páginas do N. T. A segunda epístola exibe uma diferença gramatical demonstrando a realização de Pedro no idioma grego usando diferentes estilos para as suas epístolas.

Quanto a continuidade do comportamento temperamental do apóstolo Pedro, expressado pela debatedora, eu discordo, pois ao longo do registro bíblico, Pedro demonstrou uma mudança de seu temperamento emocional ao demonstrar equilíbrio ao ser questionado pelos judeus por sua entrada em casa de Cornélio (Atos 11:4-18). Equilíbrio e maturidade na questão religiosa acerca da circuncisão na assembléia de Jerusalém, a qual houve grande contenda (Atos 15:7-11). Chegou até se deixar levar por sua nova natureza temendo os seus compatriotas sendo passivo de repreensão por parte do apóstolo Paulo (Gl. 2:11-14). Será que a “rede” de Pedro não funcionaria eficazmente na cidade de Atenas se a ele fosse dada essa missão?

O que ensina e prega a palavra de Deus deve ter todo o cuidado ao afirmar certas coisas para que não venha a ser desaprovado (II Tm 2.15). Certo!

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Pr. Adelemir Garcia Esteves

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