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Teologia Pós-Moderna, A Teologia da Relatividade

Postado por domingo, 27 novembro, 2011

- Um Retrato das Igrejas dos Nossos Dias

(Pr. Wilson Franklim)

Neste artigo meu alvo é identificar, no pensamento teológico atual e praxis eclesial, a presença e o impacto que a teologia pós-moderna vem exercendo nas igrejas atualmente. Embora tenha consciência de que essa influência está em todos os campos da vida humana, neste ensaio apenas abordarei a questão religiosa. O que é pós-modernidade?

I. A Pós-modernidade

1.1. Breve histórico – A modernidade fracassou em muitos aspectos, primeiramente acreditava na ilusão do progresso ilimitado da humanidade através da tirania da razão. Os iluministas concentraram seus esforços na educação do povo, os marxistas esperaram que as lutas de classes conduzissem a uma sociedade reconciliada, os capitalistas colocaram todas suas fichas na revolução tecno-industrial. Mas para todos esses idealistas as previsões falharam e assim a primeira metade do século XX resultou ser um imenso cemitério de esperanças com duas grandes guerras no continente que se dizia iluminado.[1] Tal realidade trouxe críticas pesadas: Michel Leiris chegou a afirmar que a modernidade converteu-se em “merdonidade”.[2]

Diante do fracasso da modernidade surge por volta de 1960 uma nova cultura: a pós-modernidade com a ideia nietzscheana do eterno retorno do igual, onde o fator preponderante deixa de ser a razão para ser o sentimento. Nessa nova cosmovisão todas as ideologias têm o mesmo valor, assim como as pessoas.

1.2. Desta forma, a pós-modernidade torna-se um movimento multidisciplinar, cujas características principais são: afirmação de que não existem verdades absolutas ou fixas. A verdade é plural e relativa, sendo a produção do meio através da interação do individuo com o seu ambiente.

1.3. Igualdade de valor para todas as filosofias, ideologias e modo de vida. Na visão da pós-modernidade todas as “verdades”, de todas as religiões, têm o mesmo valor, é o chamado pluralismo inclusivista. Prevalecendo a ideia de inclusão social das classes oprimidas e menos favorecidas. Em outras palavras, foi a ideologia pós-moderna que abriu as portas para as hermenêuticas das “minorias”: a teologia feminista (ordenação feminina), a teologia da libertação, a teologia homossexual…

1.4. Nessa esteira ideológica vem o ideal do politicamente correto. Especialmente não questionar a crença do outro. A razão para esse “respeito” é que a “verdade” de uma pessoa é tão boa quanto à “verdade” da outra. Não se questiona o pecado, o sexo fora do casamento, o homossexualismo… Por outro lado, quem não aceita esses ideais, p. ex.: os salvos que creem na Bíblia como verdade absoluta, são acusados de radicais, fundamentalistas, e pasmem: até de se afinarem aos ideais malignos da assassina kukluxklan…

II. O Impacto da Pós-modernidade na Teologia: A Substituição da Verdade Bíblica Absoluta Por Verdades Relativas

Os conceitos da pós-modernidade são muito sutis em face de suas afirmações muito próximas da verdade, razão pela qual se infiltrou com muita facilidade nas escolas seculares, seminários e em quase todas as igrejas. Na teologia seu impacto foi devastador, vejamos:

A pós-modernidade acabou com o ideal de se chegar ao sentido único do texto Sagrado. Agora, a interpretação da bíblia é dependente quase que exclusivamente do leitor. Observe que havia algo preditivo nas palavras de Brunner quando afirmou na primeira metade do século XX: “a teologia protestante de nossos dias está num estado de rápida dissolução”[3]. De fato, grande parte dos eruditos evangélicos tem sido unânimes em sua preocupação com o declínio da consciência teológica. Hunter[4] destaca o desinteresse pela precisão doutrinária e pela santificação como marca da igreja pós-moderna.

David Wells[5], ex-catedrático do Seminário Teológico Gordon-Conwell, fala das mudanças negativas, em relação à interpretação bíblica, acontecidas na segunda metade do século XX ocasionadas por uma acomodação ao pensamento pós-moderno.

Vale lembrar, que no passado, os crentes buscavam no Evangelho a resposta para os problemas da humanidade. Em nossos dias, muitas publicações evangélicas, ao contrário, mostram claramente o vácuo bíblico-doutrinário que invadiu as igrejas e principalmente os seminários confessionais. Neste ponto, a teologia pós-moderna abandonou definitivamente a crença na inerrância das verdades bíblicas, para adotar claramente, sem nenhuma preocupação em esconder, as frágeis “verdades” relativizadas do pós-modernismo.

Apenas como exemplo desta tragédia no meio acadêmico, transcrevo a declaração estarrecedora que o exegeta Klaus Berger[6] faz para descrever seu método hermenêutico pós-moderno: “temos o seguinte princípio em comum com a teologia da libertação: não interpretar o mundo a partir do evangelho… Mas expor o evangelho a partir da situação (entre outras da situação social)”[7]. Essa declaração mostra que o seguidor desta cosmovisão não vê e nem explica a situação caótica do mundo através da Verdade Absoluta da Bíblia, antes impõe sobre as Escrituras uma interpretação em conformidade com mundo. Klaus justifica sua posição afirmando que se deve “abrir a possibilidade para uma postura mais livre” em razão da “necessidade incontornável do diálogo com a filosofia moderna”[8]. Observe aqui o ideal pós-moderno do politicamente correto.

Conclusão – Os Resultados de Uma Teologia Relativista

Ao se retirar a superioridade da Bíblia Sagrada, através de interpretações que se ajustem às “necessidades” e culturas de comunidades não salvas, o Verdadeiro Evangelho deixa de ser comunicado, e sem Evangelho não há salvação. A consequência direta desse desvario é um cristianismo do tipo clube social, morto e com muitas dúvidas e confusões existenciais nos corações de seus “consumidores”…”…

Nas Igrejas – Na pós-modernidade não é somente Deus que retorna; assistimos a um autêntico boom do esoterismo e pragmatismo: misticismo exagerado (auto ajuda mística: com unção com óleo, água “ungida”, lenços e toalhas mágicas, jargões de guerra…) e o uso indiscriminado de metodologias seculares de caráter empresarial. Assim, a teologia pós-moderna tornou-se uma combinação sincretista de várias ideologias e métodos. Nesta esteira, cada pastor passou a interpretar a Bíblia de forma particular dentro da perspectiva que melhor “atenda” as suas igrejas apenas como comunidades religiosas ou empresas e não como corpo de Cristo (alguns até bem intencionados, mas totalmente equivocados). Infelizmente há também aqueles que pensam mais em si próprios.

Constatação – Não é sem razão que não temos, na atualidade, uma unidade nas Igrejas em relação ao estudo bíblico, vida cristã e principalmente em termos de adoração. Essa teologia relativista abriu as portas para que muitos pastores promovessem mudanças radicais nas Igrejas sob a falsa alegação de que as Igrejas são soberanas e DEMO-cráticas (na realidade, soberanos são esses pastores). E todos usam textos bíblicos para justificarem tamanha usurpação do Legado Histórico, e o fazem com a interpretação pós-moderna dos textos. Impondo o significado que mais lhes interessa.

Exemplos trágicos da relativização – Já existe em algumas igrejas pastor que se auto “ordenou” bispo e até após-tolo. Sem contar que vários pastores já ordenaram suas esposas ao pastorado feminino em um flagrante ato de nepotismo através da relativização do texto sagrado (junto veio a disforme contratação de familiares). A continuar nessa linha de pensamento pós-moderno, o próximo passo é a introdução da teologia gay, considerando que as portas já estão abertas com a teologia pós-moderna relativista…

Em outras palavras, as igrejas, atualmente, mais parecem ilhas independentes, cada uma de uma forma e tamanho, existem até as vulcânicas em plena erupção. Infelizmente prestes a naufragar no mar das falsas “verdades relativas”.

A resposta Bíblica – Pode-se imaginar o apóstolo Paulo pregando esse evangelho, relativizado, confuso, e politicamente correto? – Pelo contrário, Paulo afirmou que o poder do Evangelho está na pregação da Verdade (Cristo), e não na sua capacidade de absorver a cultura popular.

É urgente que voltemos à simplicidade da fé cristã, e da submissão à Soberania de Deus. Que resgatemos os princípios bíblicos de inerrância da Palavra de Deus. É urgente que resgatemos nossas instituições de ensino teológico, primeiramente colocando a frente pessoas comprometidas com a Bíblia. Homens salvos forjados na fé, que creem na inerrância bíblica de forma inalienável. “Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (II Co 10.5 ACF).

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Notas:

[1] Dicionário do Pensamento Contemporâneo. São Paulo, Paulus, 2000, p.609.

[2] Ibidem, p.608

[3] BRUNNER, Emil. Teologia da Crise. São Paulo, Novo Século, 2000, p.27.

[4] HUNTER, James D. Evangelicalism: The Coming Generatin. Chicago, University of Chicago Press, 1979.

[5] WELLS, David. NO place for truth. Michigan, Grand Rapids, 1993, p. 123.

[6] O Livro de Klaus, citado abaixo, deixa sérias dúvidas quanto a sua crença na inerrância da Palavra de Deus.

[7] BERGER, Klaus. Hermenêutica do Novo Testamento. São Leopoldo, Sinodal, 1999, p.11.

[8] Ibid p.11


Crescimento Espiritual

Postado por domingo, 27 novembro, 2011

(Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia)

A conversão corresponde ao novo nascimento (João 3.3,5). Vamos, portanto, comparar o novo convertido ao recém nascido.

Um bebê normal nasce completo, perfeito, para o alívio e alegria dos pais. Naqueles primeiros instantes de vida, a satisfação com o pequeno ser é plena. Ele tem tudo o que se espera que ele tenha. Porém, está muito longe do que pode vir a ser. A satisfação dos pais é imensa, mas a expectativa talvez seja ainda maior. O filho precisa crescer e aprender. Precisa aprender a pensar, andar, falar, agir e ser independente. Isto leva tempo, mas não pode demorar além do necessário.

Imagine se, passados três anos, o filho ainda for um bebê. Ele ainda não anda, não fala, não consegue fazer coisa alguma. Ainda não tem dentes, chora o tempo todo, dorme durante o dia e passa a noite acordado. Além disso, está doente. Será motivo de desespero para os pais.

Ao nascer, o bebê está diante de duas possibilidades: viver ou morrer (Rm.8.13). Seu desenvolvimento proporcionará uma vida normal. Sua estagnação representará infinitos problemas para si e para os outros, além de levá-lo, provavelmente, à morte prematura.

Nossa vida espiritual tem um paralelo quase perfeito com a vida natural.

Paulo fundou a igreja na cidade de Corinto e, passado algum tempo, teve uma grande decepção com aqueles irmãos. Eles não tinham crescido!

“E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis; porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens?” (ICo.3.1-3).

Infelizmente, a infância espiritual parece ter se tornado o padrão de vida de muitos cristãos. O tempo passou, mas eles ainda praticam os pecados que cometiam antigamente. Ainda não conhecem a bíblia, embora conheçam muito bem as coisas mundanas. Ainda não têm o fruto do Espírito, mas continuam produzindo as obras da carne. Ainda não entendem as doutrinas básicas do evangelho, não têm experiências concretas no relacionamento com Deus e são presas fáceis para os enganadores.

O autor da carta aos hebreus interrompeu sua exposição sobre o sacerdócio de Cristo para fazer o seguinte comentário:

“Sobre isso temos muito que dizer, mas de difícil interpretação, porquanto vos tornastes negligentes em ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.” (Heb.5.11-14).

Aqueles irmãos estavam como os coríntios. Seu crescimento espiritual não correspondia ao que deles era esperado. O tempo passou, mas eles não cresceram o quanto deveriam.

O que retarda o crescimento espiritual?

A negligência – que ocorre quando deixamos de fazer o que deveríamos ter feito. É quando deixamos de ler a bíblia, deixamos de orar, jejuar, ter comunhão com os irmãos, etc.

O comodismo – de esperar tudo pronto nas mãos. É tão cômodo para o recém-nascido receber sua mamadeira no berço, mas isso é ridículo para um “bebê velho”. Todos os novos convertidos dependem do que é ensinado nas reuniões da igreja, mas não podemos viver apenas com o que nos é ensinado. Precisamos aprender a buscar o conhecimento diretamente na bíblia. Nossos líderes servirão como orientadores nesse processo. É muito bom recebermos orações de outros irmãos. Nunca vamos dispensá-las. Entretanto, não podemos depender apenas das orações dos outros. Precisamos desenvolver nossa própria “vida de oração”, que nos proporcionará uma série de experiências pessoais com Deus através das respostas que ele nos dará.

Como podemos ter um crescimento sadio?

Alguém pode pensar que o crescimento vem com o tempo. É um engano. O tempo, por si só, não garante coisa alguma. Se o bebê ficar “deitado eternamente em berço esplêndido”, além de não crescer, morrerá antes do tempo.

Nosso crescimento espiritual depende de várias providências:

Para o novo convertido, Pedro escreveu:

“Deixando, pois, toda a malícia, todo o engano, e fingimentos, e invejas, e toda a maledicência, desejai como meninos recém-nascidos, o puro leite espiritual, a fim de por ele crescerdes para a salvação” (IPd.2.1-2).

O nascimento natural implica em renúncia ao conforto do útero. O crescimento e o amadurecimento também estão diretamente relacionados à renúncia em vários níveis. Ninguém alcança algo sem abrir mão de alguma coisa. Por isso, precisamos deixar para trás diversas práticas pecaminosas. Do contrário, nunca cresceremos.

Outro requisito indispensável para o crescimento é uma alimentação adequada. O alimento espiritual do cristão é a bíblia. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4.4). Nesse texto, Jesus traçou um paralelo entre a vida física e a vida espiritual.

No texto de IPd.2.1-2, o autor fala sobre o “puro leite espiritual”, que são os princípios elementares da doutrina de Cristo (Heb.6.1-3), ou seja, os ensinamentos básicos do evangelho, entres os quais podemos citar: a fé, o arrependimento, o batismo, etc.

Depois de conhecermos as doutrinas fundamentais, precisamos aprender sobre assuntos mais avançados: dons, ministérios, escatologia, etc.

Em síntese, nosso crescimento espiritual depende diretamente do nosso conhecimento bíblico. Precisamos conhecer profundamente a bíblia. A falta desse conhecimento representará grande risco para as nossas almas.

“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Oséias 4.6).

Depois do conhecimento deve vir a prática.

Quem apenas conhece está enganando a si mesmo (Tg.1.21-27). Não adianta sabermos tudo sobre o batismo e nunca sermos batizados. Nada vale sabermos tudo sobre o amor, se não o colocarmos em ação nas nossas vidas. Assim, seremos conhecedores, mas não sábios.

O que o crescimento espiritual representa na prática?

Assim como os pais aguardam o desenvolvimento pleno de seus filhos, Deus espera o mesmo de nós. Não vamos decepcioná-lo.

Os ministérios foram estabelecidos na igreja para auxiliarem no crescimento de todos os cristãos:

“E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef.4.11-15).

O crescimento de cada um de nós, na qualidade de membros, implicará no crescimento do corpo de Cristo, que é a igreja. A maturidade do cristão será manifesta através dos seguintes fatos, evidentes nos capítulos 4 e 5 da carta de Paulo aos Efésios:

- Capacidade cada vez maior de evitar o pecado. A criança cai muito; o adulto não.

- Imunidade progressiva contra heresias e movimentos doutrinários estranhos ao evangelho.

- Superação da carnalidade, pelo “despojamento do velho homem”.

- Vida prática pautada pela espiritualidade sob o controle do Espírito Santo.

- Desempenho de ministério na igreja. Todo cristão deve ser um ministro e não apenas parte de um auditório.

Nossa realidade distorcida nos diz que o exercício do ministério não é evidência de maturidade. Entretanto, a existência de líderes imaturos é uma aberração que só ocorre devido ao erro na administração eclesiástica. Deus nunca quis que o imaturo fosse líder. O neófito não pode exercer o ministério (ITm.3.1-7), pois tal situação seria semelhante a uma criança administrando uma família.

O objetivo do nosso crescimento é que sejamos cada vez mais parecidos com o nosso irmão mais velho, Jesus, e mais semelhantes ao nosso Pai.

Que o Senhor nos ajude e nos dê sabedoria. Nunca cresceremos tanto a ponto de sermos independentes dele, mas cresceremos o suficiente para sermos motivo de glória para o seu nome.


Pastor americano condena a televisão

Postado por domingo, 27 novembro, 2011

(Pr. David Wilkerson)

31 razões bíblicas para o cristão não ter televisão em casa

O pastor americano David Wilkerson, um dos mais respeitados líderes cristãos deste século afirma que é hora de se aproveitar o tempo, e não desperdiçá-lo à frente da televisão. Ele é o criador da instituição Desafio Jovem, que trabalha na restauração de drogados e autor, entre outros, do livro A Cruz e o Punhal “, best-seller que conta seu chamado para trabalhar com jovens delinqüentes em Nova York. Seu ministério teve repercussão mundial depois que se decidiu a utilizar em oração as duas horas que gastava diariamente vendo TV, nos EUA. Wilkerson relaciona 31 motivos bíblicos para o cristão tirar a TV de casa:

1. Temos um mandamento direto para não trazê-la para os nossos lares.

“Não meterás, pois, cousa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada” (Deut. 7:26).

2. Coloca os telespectadores na roda dos escarnecedores.

“Bem-aventurado é o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Salmo 1:1-3).

3. Os vitoriosos não devem colocar nada que seja mau diante dos seus olhos.

“Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Não porei coisa má diante dos meus olhos: aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará” (Salmo 101:2-3).

4. Quando ativado por Satanás representa comunhão com as obras das trevas.

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Cor. 6:14).

5. Polui o fluir puro dos bons pensamentos.

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fil. 4:8).

6. Toca a coisa impura a respeito da qual Paulo advertiu.

“Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei” (2 Cor. 6:16,17).

7. É impróprio para a noiva que se prepara para Cristo.

“Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo” (Apoc. 21:2).

“…e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lucas 1:17).

8. Não devemos desperdiçar o tempo, mas remi-lo.

“Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef. 5:14-16).

9. Não devemos ser co-partícipes dos ídolos dos filhos da desobediência.

“Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, cousas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas cousas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles. Pois, outrora éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. Mas todas as cousas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz” (Ef. 5: 3-13).

10. Os espectadores se assentam no trono da violência, o que remove a aflição pelo pecado.

“Ai dos que andam à vontade em Sião…que imaginais estar longe o dia mau e fazeis chegar o trono da violência; que dormis em camas de marfim… mas não vos afligis com a ruína de José” (Amós 6: 1,3,4,6).

11. Ela com certeza não renova a mente.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm. 12:1,2).

12. Representa o fermento do mundo e deveria ser lançado fora do lar.

“Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento.Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (I Cor. 5:6-7).

13. Devemos mortificar tudo que seja imundo e idólatra.

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas cousas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência].” (Col. 3: 1-3, 5,6).

14. É uma linguagem obscena da qual devemos nos despojar segundo o mandamento.

“Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar\” (Col. 3:8).

15. Não é um viver inculpável e santo, digno de Deus.

“Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros que credes. E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (I Tess. 2:10-12).

16. Os espectadores não estão possuindo o próprio corpo em santificação e honra.

“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, porquanto Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação” (I Tess. 4:3,4,7).

17. É uma fonte poluidora da qual procedem a maldição e a amargura.

“De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas cousas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tiago 3: 10-12).

18. Remove a vergonha causada pelo pecado.

“Serão envergonhados, porque cometem abominação sem sentir por isso vergonha; nem sabem que cousa é envergonhar-se. Portanto, cairão com os que caem; quando eu os castigar, tropeçarão, diz o Senhor” (Jeremias 8:12).

19. Cristo nos chama a ungir os nossos olhos, não a envenená-los.

“E colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Apoc. 3:18).

20. Devemos purificar-nos de toda impureza da carne, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Cor. 7:1).

21.O ministério para Cristo requer que renunciemos às coisas desonestas ocultas.

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as cousas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2 Cor. 4:1,2).

22. É um ídolo que causa confusão e deveria ser odiado.

“E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar” (Marcos 9:42).

23. Ofende as crianças, levando-as ao tropeço.

“E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar” (Marcos 9:42).

24. A visão conduz à prevalência da soberba.

“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa. Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!\” (Salmo 19:7-14).

25. Já é tarde. Cristo volta em breve. Devemos rejeitar todas as obras das trevas.

“Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, nem em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências\” (Rm. 13:12-14).

“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro\” (I Jo. 3:3).

26. Deus ordena que o povo santo destrua e rejeite todos os ídolos.

“Porém assim lhes fareis: derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus postes-ídolos e queimareis as suas imagens de escultura. Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (Deut. 7:5-6).

27. É amizade com o mundo, produzindo inimizade para com Deus.

“Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:3-4).

28. A face do Senhor está contra os praticantes do mal, e os espectadores não estão apartando-se do mal, como foi ordenado.

“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a sua língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (I Pe. 3:10-13).

29. Se você acha que se trata apenas de uma mácula em sua roupa, ainda assim está errado.

“Por esta razão, pois, amados, esperando estas cousas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (2 Pe. 3:14).

“Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelos erros desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza” (1 Pe. 3:17).

30. A televisão abrange as três tentações que Satanás introduziu no Éden.

“Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (I Jo. 2:15-17).

31. Os vitoriosos que vêem o Senhor na Sua glória não necessitam disto.

“Que mais tenho eu com os ídolos? eu o tenho ouvido, e isso considerarei” (Oséias 14:8).